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BLOG DO PTERO - 28 de junho de 2015
ELEITORADO FIEL - 31 de agosto de 2014


BLOG DO PTERO
28 de junho de 2015

Já fui, não poucas vezes, definido com um “dinossauro”, obviamente com a conotação de antiquado, superado... só não deu pra me chamarem de “extinto” (pelo menos não ainda). Não me senti agredido, nem injuriado. Diante do quilate das tantas modernidades que andam nos assolando, considero até um elogio. Sou, mesmo, um dinossauro – e restam poucos de nós.
Vamos ver.
Sou socialista, acredito que o mundo pode ser melhor e mais justo, que a miséria e a ganância não são naturais, que a “meritocracia” é uma sacanagem defendida por privilegiados que se valem das exceções pra justificar regras de exclusão e que a que a propriedade não deve prevalecer sobre a justiça.
Gosto de boa música popular. Deixa eu tentar explicar: não precisa de bundas subindo e descendo, não tem que ser “dançável” (pode, mas não é imprescindível), tem notas (mais de uma!) que soam em sequência, soam bonito e emocionam (a isso se dá o nome de “melodia”), e, quando tem letra (não é obrigatório), esta costuma conter ideias e versos, falando de amor, de humor, de política, de qualquer coisa – não se limita a ensinar passinhos de dança ou a onomatopeias tipo "tchã", “tcha”, “tchu”, “tchererê”, “lek-lek” e outras que tais.
Sou alfabetizado, por isso prefiro filmes legendados a dublados – e não vejo livros como obstáculos a serem vencidos, mas como mundos a serem, prazeirosamente, visitados.
Daí que aceito, e assumo, a condição de “dinossauro”, mas com uma imprescindível ressalva: eu posso voar. Por isso, sou um pterodáctilo – e criei este espaço pra publicar coisas que reflitam esses valores. Textos e ideias, meus ou de outros “pteros”. Quem quiser que se habilite.

Como disse, profeticamente, Ednardo, na bela canção “Pavão Misterioso” (os Pteros conhecem): “não temas minha donzela/nossa sorte nessa guerra/eles são muitos, mas não podem voar!”.

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ELEITORADO FIEL
31 de agosto de 2014

Tenho que reconhecer que o eleitorado de Marina, ao que parece, é mesmo fiel. O fato de que este termo - "fiel" - é usado também para se designar os seguidores de uma religião, neste caso, não é mera coincidência. As religiões, as crenças, não costumam ser muito afeitas à argumentação lógica. Fé não se discute, até porque a sua apreensão não se dá por dedução, mas por "revelação": Este parece ser, mesmo, o processo de definição do voto pró Marina, pelo menos em um boa faixa do seu eleitorado.
Tanto assim é que muitos são os questionamentos que têm sido feitos nas redes sociais - e, até agora, não tive a sorte de ver uma única defesa das ações e do programa da candidata do PSB (por enquanto...). As repostas, todas, são sofismáticas e personalistas: "Marina neles!", "Quanto mais batem, mais ela cresce"!, "os petralhas estão com medo", "Queremos mudar!".
Ninguém, nem mesmo a candidata, oferece respostas aos inúmeros questionamentos sobre as contradições ou, as propostas: Banco Central independente? Sim, por isto, isso e aquilo; reduzir a exploração do pré-sal? Claro, por esta e aquela razão;não ao casamento homossexual? exato, porque é assim e assado; mudar a política do salário mínimo?sim, a atual está errada, por esta e estas outras razões... Repito: não vi uma ÚNICA defesa diante das centenas de questionamentos .
Claro, "acabar com a falsa polarização PT versus PSDB, que tanto mal tem feito ao Brasil" - taí um argumento bastante utilizado. Mas há uma pedra no meio do caminho de tal argumento: esta não é uma FALSA polarização -é uma polarização absolutamente VERDADEIRA. Trata-se de duas visões opostas, antagônicas de Estado, de Ação Política:de um lado a que tem prevalecido na Europa em crise, com desemprego grassando; e outra, que tem sido implementada pelos governos do PT aqui no Brasil, com inflação sob controle, inclusão social, redução da miséria e geração de empregos. Estamos numa democracia: cada cidadão pode/deve fazer sua escolha.
Mas tenho que reconhecer, também, que esta polarização a campanha eleitoral de Marina está realmente conseguindo destruir, substituindo por outra: PT - um Partido com um Projeto Político para o país - versus Marina, a messias da "nova política"; Vou repetir: estamos numa democracia - cada cidadão pode/deve fazer sua escolha: se for pela messias, pelo menos não precisa argumentar."

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